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Prótese de silicone e câncer de mama

Prótese de silicone e câncer de mama

O implante de prótese mamária, ou mamoplastia de aumento, é um dos procedimentos mais procurados em nossa clínica. Com o decorrer do tempo, fatores como idade, genética, gravidez, perda de peso e até a ação da gravidade podem modificar o tamanho e formato das mamas, deixando algumas mulheres desconfortáveis ou mesmo insatisfeitas com os seios.

Mulheres que estão insatisfeitas com o tamanho ou formato de suas mamas buscam melhorias significativas através do implante de silicone, promovendo uma maior realização pessoal e elevando a autoestima. Junto com a vontade de ter seios firmes e bonitos, vem as dúvidas e as preocupações sobre o implante de silicone e o câncer de mama.

Se você também tem dúvidas sobre o assunto, preparamos esse artigo para esclarecer alguns pontos, que te ajudará na decisão sobre a utilização do implante de silicone.

 

O exame de toque com a prótese de silicone

Nas consultas ao ginecologista é preciso informar que possui prótese de silicone, assim o seu médico será mais cuidadoso no momento do toque das mamas, podendo inclusive solicitar um exame adequado ao seu perfil e a sua prótese.

Tratando-se das mulheres que têm próteses de silicone, a dificuldade na realização dos exames é um mito, pois os radiologistas estão habituados e preparados para analisar essas pacientes. O conhecimento desses profissionais é muito maior e mais avançado do que era antigamente, ou seja, eles estão adaptados a essa nova realidade feminina.

Atualmente, os equipamentos de mamografia e ultrassom estão tecnicamente avançados e proporcionam maior precisão nos exames, sendo possível o diagnóstico de câncer precoce.

Geralmente quando há dúvidas, é feita uma ressonância magnética, que permite uma investigação ainda mais detalhada das mamas, garantindo um diagnóstico bem preciso.

Os médicos recomendam que as mulheres façam o autoexame com frequência. No momento do banho ou deitadas com os braços elevados é possível tocar as mamas e se for o caso, sentir a presença de nódulos. A prótese de silicone pode até mesmo facilitar as manobras feitas com as pontas dos dedos, durante o autoexame. Sendo assim, não é verdade dizer que o silicone dificulta ou inibe este procedimento.

O mais importante é a prevenção! Vale ressaltar que, tanto as mulheres que têm próteses quanto as que não têm, façam os exames periódicos das mamas, conforme recomendações de seu médico.

O médico ginecologista orienta quando devem começar a ser feitos os ultrassons de mama, o que geralmente ocorre a partir dos 40 anos de idade.

Com ou sem prótese de silicone, toda mulher deve fazer a mamografia anualmente. Os resultados devem ser guardados a cada ano, para que o médico faça o comparativo dos relatórios atuais com os antigos, promovendo um acompanhamento mais cuidadoso.

Para um melhor acompanhamento, o cirurgião plástico também pode solicitar às suas pacientes que fazem o uso da prótese de silicone, exames das mamas, como por exemplo, o ultrassom mamário.

Portanto, é possível se sentir mais bonita com o uso da prótese de silicone, sem perder a segurança e sem comprometer a saúde.

 

A prótese de silicone e o tratamento do câncer de mama

Para as mulheres que tem a prótese de silicone e são diagnosticadas com câncer de mama, o tratamento pode seguir normalmente sem nenhum problema. O médico poderá fazer uma análise mais aprofundada sobre o caso e dá suas orientações da melhor forma de tratamento.

Há casos de câncer de mama que se faz necessária a retirada do tecido mamário com tumor, através da mastectomia, sendo possível reconstruir a mama retirada utilizando prótese de silicone. Esse procedimento pode ajudar muito para que a autoestima feminina não seja abalada.

 

O silicone da prótese pode provocar câncer?

Estudos realizados fora do Brasil em um número significativo de mulheres que tem prótese de silicone revelaram que, não há qualquer associação do uso de próteses de silicone com o câncer de mama.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica emitiu um parecer em relação a pesquisa, veja um trecho: As evidências científicas da literatura mostram que um tipo de tumor ( Linfoma anaplasico de células gigantes), representa 0,0003 % de mulheres portadoras de implante, o que demostra uma incidência extremamente baixa, e que, segundo a FILACP (Federação Latino-americana de Cirurgia Plástica), não permite estabelecer nenhuma associação estatisticamente significativa entre o surgimento do Linfoma Anaplásico de Grandes Células e qualquer característica de implantes, do paciente ou do tipo de cirurgia. Mesmo assim esta possibilidade deve fazer parte de protocolo de seguimento dos pacientes, principalmente nos casos de seromas tardios, bem como deve constar do instrumento de consentimento informado.

O silicone utilizado nas próteses passa por uma especificação própria e é feito de um gel coeso, próprio para uso na medicina. Este produto também não corre o risco de estourar ou vazar, pois se trata de um material seguro.

Geralmente, com o passar do tempo (aproximadamente 10 anos) a prótese de silicone pode ficar mais frágil e neste caso, o cirurgião fará todas as avaliações necessárias para observar se há a necessidade de troca das próteses.

Há pessoas que erroneamente, utilizam do silicone industrial para transformar diversas partes do seu corpo. Este é um procedimento clandestino e totalmente desaconselhado tanto para homens quanto para mulheres, que podem através desta prática, provocar sérios danos à saúde.

O correto, quando há intenção de colocar prótese de silicone é procurar por um cirurgião plástico especializado, credenciado e claro, de sua confiança. Ele poderá ajuda-la a ter seios bonitos e simétricos sem riscos a sua saúde, utilizando material de qualidade e seguindo as recomendações do Conselho Nacional de Medicina.

Pacientes que possuem histórico familiar de câncer de mama devem ter seus casos avaliados pelo médico. Quanto maior a quantidade de parentes diretos da paciente que têm ou tiveram câncer de mama (mãe, irmã e tias) mais preocupante se torna a relação.

 

Prevenção

O câncer de mama é a doença que mais mata mulheres no Brasil. Normalmente, proveniente de questões genéticas e estilos de vida diferentes, o câncer de mama é uma preocupação para as mulheres. Conforme falamos anteriormente, a prevenção é muito importante. Portanto, listamos algumas dicas de como cuidar da saúde e ter menos chance de sofrer com esta doença.

Alimentação: Frutas, legumes, verduras e leguminosas, como grão-de-bico, lentilha e feijão branco são alimentos de origem vegetal que ajudam a prevenir o câncer de mama. Uma alimentação balanceada e saudável é muito importante para não adquirir doenças. Evitar alimentos industrializados é outro fator relevante para a saúde.

Mamografia: Mulheres acima dos 40 anos já devem se preocupar um pouco mais com o câncer de mama. Principalmente se houver algum histórico familiar, em parentes de primeiro grau como pai, mãe, irmãos e filhos.

Fumo e bebidas alcóolicas: Estudos científicos garantem que fumar em longo prazo, aumenta o risco de incidência da doença em algumas mulheres. Também é necessário diminuir a ingestão de bebidas alcoólicas, o consumo de álcool por menor que seja, pode aumentar o risco de desenvolvimento do câncer. A possibilidade se torna ainda maior quando a bebida alcoólica é associada ao tabaco.

Amamentação: As mães que amamentam seus bebês reduzem o risco de desenvolverem o câncer de mama futuramente. Portanto, amamente o quanto puder!

Autoexame: É fortemente recomendável apalpar os seios, preferencialmente após o fim da menstruação. Procure qualquer alteração nos seios e se perceber algo, marque uma consulta com seu médico.

 

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Dr. Alexandre Marcondes
Cirurgião Plástico em Belo Horizonte – Hospital Dia ProPlastica
CRM: 11209 / RQE: 8680